O poder dos Círculos de Mulheres: memória ancestral, presença e regresso a casa
- Paula Neto

- há 6 dias
- 3 min de leitura
Há um saber que não se aprende nos livros.
Há um saber que se recorda.
Os Círculos de Mulheres não são uma tendência recente nem um formato moderno de encontro. São uma memória ancestral, um campo simbólico que acompanha a humanidade desde os seus primórdios. Antes das estruturas hierárquicas, antes da fragmentação social, as mulheres reuniam-se em círculo para partilhar histórias, cuidar, atravessar ritos de passagem e sustentar a vida.
Como escreve Jean Shinoda Bolen, psiquiatra e autora de O Milionésimo Círculo:
“Quando mulheres se reúnem em círculo, algo profundo acontece. Elas lembram-se de quem são.”

O círculo não tem princípio nem fim.
Não há frente nem fundo.
Não há quem ensine e quem aprenda — há presença partilhada.
E talvez seja por isso que, num mundo acelerado, competitivo e fragmentado, os círculos voltem a chamar.
A potencialidade do círculo: segurança, igualdade e cura relacional
Do ponto de vista psicológico e antropológico, o círculo cria um campo de segurança emocional.
Clarissa Pinkola Estés, em Mulheres que Correm com os Lobos, descreve estes espaços como territórios onde a mulher pode baixar as defesas e regressar à sua natureza instintiva.
“Sem um espaço seguro onde a alma possa falar, a mulher adoece de silêncio.”
O círculo oferece exatamente isso:
um lugar onde não é preciso provar nada
onde a palavra é respeitada
onde a escuta é tão importante quanto a fala
onde cada mulher ocupa o seu lugar com dignidade
Energeticamente, o círculo cria coerência.
Em termos de campo, ele amplifica intenções, sustenta processos emocionais e permite que cada mulher se veja refletida na outra — não por comparação, mas por reconhecimento.
Porque sinto o chamamento para os círculos (ou melhor, porque nunca deixou de existir)
Durante algum tempo, afastei-me deste formato.
Não por falta de amor, mas por excesso de exigência — comigo mesma.
Ao revisitar os meus Registos Akáshicos, algo ficou muito claro: os círculos não são algo que faço.
São algo que lembro.
Eles fazem parte da minha linha de serviço.
Não como líder hierárquica, mas como guardião do espaço.
Nos registos, o círculo surge como:
lugar de ativação da memória feminina
campo de reorganização energética
portal de transição entre ciclos de vida
O meu papel não é conduzir respostas, mas sustentar perguntas.
Não é curar, mas criar condições para que a cura aconteça.
Human Design: o círculo como expressão natural da Geradora 1/3
No meu Human Design, sou Geradora com perfil 1/3.
Isto significa que:
a minha energia floresce quando respondo a um chamamento verdadeiro
aprendo através da experiência vivida
ensino a partir do que foi integrado, não do que foi apenas estudado
O círculo é, para mim, a expressão mais honesta desta energia.

Como Geradora, não inicio por imposição — respondo ao que me chama.
Como 1/3, trago estrutura e profundidade, mas também humanidade, erro, verdade.
No círculo:
não há palco
não há performance
há vida real
E é aí que a minha energia se expande, em vez de se esgotar.
Porque os círculos são híbridos: presença além da forma
Os círculos que facilito são presenciais e online.
Não porque sejam iguais — mas porque a intenção não conhece fronteiras físicas.
A presença não está apenas no corpo.
Está na escuta, na intenção, no campo criado.
O formato híbrido permite:
inclusão
continuidade
respeito pelos diferentes momentos de vida
O círculo não se fecha num espaço — expande-se.
2026: um regresso consciente
Os Círculos de Mulheres 2026 nascem deste lugar:
não da obrigação de fazer,
mas da escolha de voltar ao essencial.
Voltar ao círculo
Voltar à escuta
Voltar à igualdade
Voltar ao ritmo humano
Não prometem transformação instantânea.
Prometem algo mais raro: presença verdadeira.
E, como tantas vezes esquecemos:
“Quando uma mulher se sente vista, algo dentro dela volta a viver.”
Talvez seja isso que estamos a fazer.
A voltar a viver.
Juntas.
Em círculo.
Se sentes que 2026 pede mais presença, mais verdade e um lugar onde possas simplesmente ser, talvez os Círculos de Mulheres façam parte do teu caminho.
Ao longo de 2026, os círculos irão acontecer de forma híbrida — presencial e online — para que possas estar comigo onde estiveres.
🤍 E há um detalhe importante: o primeiro círculo do ano, em janeiro, dia 18, será oferta para quem se inscrever na Academia FLOW até 31/12/2025.
As condições são únicas e exclusivas e não estão publicadas em lado nenhum.
Só são partilhadas com quem envia mensagem direta e pergunta.
Se sentes curiosidade, escuta isso.
Se sentes um chamamento, responde-lhe.
👉 Envia-me uma mensagem direta com a palavra “CÍRCULO” e eu explico-te tudo, com calma e presença 🤍
Com carinho,
Paula Neto FLOW



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