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A imagem como espelho da tua essência

Já te aconteceu olhares para uma fotografia tua e sentires “esta sou mesmo eu”, e noutras não te reconheceres de todo?

Não é sobre estar bonita ou não.

É sobre verdade.

Sobre presença.

Sobre alma visível.


Fotografar não é apenas registar um rosto ou um momento, é tocar algo invisível que vive por dentro. Quando a imagem nasce com intenção, escuta e sensibilidade, ela deixa de ser só estética e passa a ser espelho da essência. 🍃


Ao longo do meu caminho na fotografia, percebo cada vez mais que a câmara não capta apenas o que vemos, mas capta o estado interior, energia, entrega, o que nem sempre vemos. E isso muda tudo.


Hoje quero falar contigo sobre essa diferença subtil mas poderosa: a diferença entre parecer… e ser.


A fotografia não é sobre aparência, é sobre presença.


Vivemos rodeadas de imagens. Fotos perfeitas, poses treinadas, sorrisos montados.

Mas a verdade é que o olhar humano sente quando há verdade e sente quando não há.


Uma imagem com essência não depende de:

  • roupa perfeita

  • maquilhagem impecável

  • cenário elaborado

  • pose “certa”


Depende de:

  • respiração tranquila

  • sensação de segurança

  • conexão com quem fotografa

  • permissão para ser imperfeita


Quando a pessoa abranda e baixa as defesas, algo muda no olhar. O corpo suaviza. A expressão deixa de ser esforço e passa a ser presença. É aí que a fotografia acontece de verdade.

Não é o clique, é o encontro.


Ver antes de fotografar


Antes de levantar a câmara, eu observo. Escuto. Sinto o ambiente. A forma como a pessoa fala, mexe nas mãos, respira, se protege ou se abre. Cada gesto conta uma história.

Captar essência não é “tirar fotografias bonitas”. É perceber:

  • Onde está a sensibilidade daquela pessoa

  • O que ela tenta esconder

  • O que ela tem medo de mostrar

  • Onde vive a sua luz natural


Muitas vezes, os momentos mais verdadeiros acontecem entre poses, depois de uma frase com alguma piada que digo, da sugestão de uma “memória especial”, no intervalo, no suspiro, no riso espontâneo, no silêncio.


É preciso presença interior para reconhecer presença no outro.


E isto aplica-se também a como tu te fotografas, ou deixas ser fotografada. Quando estás em modo performance, a imagem fecha. Quando estás em modo verdade, a imagem respira.


A energia sente-se na imagem


Pode parecer subtil, mas a verdade é que a energia passa para a fotografia.


Já reparaste como algumas imagens transmitem calma, outras tensão, outras doçura?


Isso não é só técnic, é campo emocional.


O que influencia a energia de uma imagem:

  • o estado emocional de quem é fotografado

  • a intenção de quem fotografa

  • o ambiente onde acontece

  • o nível de confiança entre ambos

  • o tempo dado ao momento


Quando há pressa, cobrança ou julgamento, o corpo fecha.

Quando há aceitação, respeito e espaço, a essência aparece.


Fotografar alguém é, de certa forma, um ato de honra. É dizer: “eu vejo-te.”

E ser vista com verdade é profundamente curador.


A diferença entre fotografia bonita e fotografia verdadeira


Nem toda fotografia bonita é verdadeira, mas toda a fotografia verdadeira é bonita, mesmo quando é simples.


Fotografia bonita tem:

  • estética forte

  • técnica impecável

  • visual apelativo

  • pode ser distante emocionalmente


Fotografia verdadeira é:

  • cria identificação

  • transmite sentimento

  • desperta memória

  • gera conexão


A imagem verdadeira tem textura emocional. Não precisa gritar, ela toca.


E isto é especialmente importante para mulheres. Porque muitas cresceram a tentar corresponder a um padrão de imagem e não a reconhecer a sua presença real.

Uma fotografia com essência devolve identidade.

Diz: “tu és suficiente exatamente assim.”


Como permitir que a tua essência apareça numa fotografia


Se estás do outro lado da lente, há pequenas práticas que ajudam muito:


Antes da fotografia:

  • abranda o ritmo

  • respira fundo algumas vezes

  • solta os ombros

  • não tentes “fazer certo”


Durante:

  • pensa em algo que amas

  • mantém o corpo em movimento natural

  • aceita as pausas

  • não controles cada expressão


Depois:

  • olha para a imagem com compaixão

  • pergunta “o que sinto ao ver?”, não “estou perfeita?”

A essência não aparece quando te esforças, aparece quando te permites.


📷 A imagem pode ser máscara, ou pode ser espelho.


A diferença está na presença, na intenção e na verdade que deixamos vir à superfície.


Quando uma fotografia capta a tua essência, ela não serve apenas para mostrar, serve para lembrar quem tu és. É um registo de alinhamento. Um testemunho de existência consciente.


Talvez o convite não seja apenas “ser fotografada”, mas ser vista, primeiro por ti.


Quando te olhas com verdade, o mundo começa também a ver-te assim.


Onde, na tua vida, sentes que ainda estás a posar… em vez de estar presente?


Se este texto falou contigo, partilha com uma mulher que merece ver-se com mais verdade e mais ternura. Uma vida FLOWida começa quando deixamos a essência liderar. 🍃


Sandra Maia

Fotógrafa, ilustradora e designer.

Sandra trabalha a imagem como expressão de essência e verdade.

O seu olhar procura captar emoção, presença e identidade, em pessoas, famílias, animais e detalhes do quotidiano.

Acredita que a fotografia é um ato de escuta e honra, e que cada imagem pode ser um espelho de reconexão interior.

Cria com intenção, sensibilidade e propósito.

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